domingo, 30 de março de 2008

A FORMAÇÃO DO JOGADOR DE FUTEBOL

A metodologia do treino evoluíu. Com efeito, já não é suficiente imitar os gestos técnicos que se realizam a alto nível, para obter bases eficazes na aprendizagem.
O que deve ser feito em cada situação de desenvolvimento e aperfeiçoamento no treino, está direccionado para o próprio jogo.
Assim, desde o 1º treino da época devemos estar direccionados para as situações reais do jogo que queremos que a nossa equipa faça; a nossa forma de jogar!
  • Surge o Projecto de Treino
    Sem um projecto de treino dificilmente os treinadores conseguem alcançar os objectivos desportivos previamente definidos. É necessário adequar o nível das pressões do futebol com o nível dos recursos dos jogador.
  • Análise das pressões geradas pela prática do futebol; oposição Atacante/Defesa - Damos prioridade ao nível táctico.
  • Dada a complexidade desta actividade motriz, o jogador deve tomar decisões antes de actuar, e depois de ter analisado a situação; o portador da bola que faz um passe para um espaço «vazio» a um colega em movimento, com oposição, deve:
  • perceber e analisar a situação;
  • conceber e escolher uma solução;
  • passar a bola na direcção e na distância de forma eficaz.

O jogador deve encontrar as respostas adequadas aos problemas do jogo que derivam da Oposição (adversários) e da Cooperação (companheiros); dupla tarefa portanto; reacção simultânea ou quase, à posição da bola e por outro lado ao entendimento, compreensão, da situação do jogo. Assim, ele, o jogador, deve ter uma boa velocidade mental, uma boa velocidade técnica, associada a uma boa velocidade física.

sábado, 29 de março de 2008

Ensino do Futebol, II






Aos 14/15 anos passámos para o futebol de salão; aqui, com a organização feita pelo clube (Sport Quelimane e Benfica) patrocinada por várias empresas. O passe curto rente ao solo era o mais utilizado, já que não se podia levantar a bola, parece-me, acima da coxa. Privilegiava-se assim o jogo em bloco, equipa muito junta e velocidade no passe; combinações directas. Por outro lado isso prejudicou o nosso desenvolvimento quer no passe longo, quer no jogo de cabeça e outros gestos técnicos inerentes a esse tipo de passe. Aos 15 anos integramos o futebol de 11 federado, juniores, já que na época não existiam os escalões de infantis, iniciados, ou juvenis.

Os treinadores eram preferencialmente ex-jogadores ou jogadores dos seniores, ou ainda «curiosos». O nosso desenvolvimento e aperfeiçoamento era feito assim; habilidade natural e intuitiva + jogo, muito jogo; 3 treinos por semana; aquecimento tradicional para a época (1968), cross pelas ruas da cidade, alguns exercícios abdominais, subida e descida de bancadas em ritmo contínuo e em zig zag; alongamentos não conhecíamos, eram gestos instintivos individuais.

Táctica? O que se lia no jornal a Bola, o que se ouvia na rádio e o que pouco mas muito pouco se encontrava em literatura desportiva que era quase nula.

Jogávamos em 4 x4 x2, 4x2x4, mas sem combinações planeadas e treinadas; apenas instinto e claro inteligência.

Foi assim até aos 18 anos; no primeiro ano de futebol de 11 sentimo-nos perdidos na imensidão dos 100 metros por 7o metros do campo de futebol que por sinal era relvado; o nosso treinador disse-me para jogar a extremo direito e bem encostado à linha; resultado? «casei-me com a linha» e não saía de lá! O que era frustante quando ainda por cima quase não tocava na bola; não sabíamos que espaço(s) ocupar, como jogar etc, etc, etc...Fomos aprendendo jogando, jogando e jogando! Tínhamos bons hábitos de vida: deitar e levantar cedo; praticávamos outras modalidades desportivas na escola : andebol de 7, voleyball, natação e outras; não tínhamos televisão, nem computadores; apenas a biblioteca municipal, o cinema e a rádio; tudo o resto era «inventado» por nós.

Os nossos ídolos eram: Eusébio, Mário Coluna, Simões, José Augusto, Torres, José Pereira, Iachine, Vítor Damas, Pélé, Garrincha, Puskas, Boby Charlton e outros ícones da época não esquecendo José Pérides, Hilário, Morais!!!



quinta-feira, 27 de março de 2008

O ENSINO DO FUTEBOL - I

«FAZ O QUE EU FAÇO E EXPLICO, E NÃO, FAZ O QUE EU DIGO E NÃO O QUE EU FAÇO»

  • Vou reiniciar a minha aprendizagem no ensino do futebol!
  • Começo pela mensagem anterior do professor José Moniz (atenção: professor e ex praticante)!
  • «O ensino do futebol deve ser feito por ex praticantes»
  • Logo: Faz o que eu faço e explico, e não, faz o que eu digo e não o que eu faço!
  • A minha reaprendizagem basear-se-à no livro «Entrainement et perfomance collective en football» propriedade, 1996, Éditions Vigot.
  • E também, na minha experiência quer como jogador, quer como treinador de futebol, salvaguardando que a 2ª, foi no futebol sénior, tendo apenas por ínfimo tempo iniciado um trabalho com infantis em Torres Novas, onde terminei a carreira de jogador, inserido no projecto de José Moniz, então treinador principal do Clube Desportivo de Torres Novas em 1990/1991(com um trabalho notável a que depois dei seguimento), do qual era adjunto, bem como José Vasques.
  • A minha Formação (Quelimane, Zambézia, Moçambique, África Austral)enquanto jogador foi feita na «rua» até aos 14 anos: geralmente 1 x 0 + guarda redes (Gr); 1 x 1 para 2 balizas pequenas (geralmente com pedras); 1 x 1 + Gr, marca golo e troca de funções; com 3 jogadores a mesma situação e sai quem sofre golo; 2 x 2 + Gr; Gr + 2 x 2 + Gr, e por aí adiante, quase sempre em espaços de rua, ou quintal!
  • O dono da bola(era quase sempre o mais novo do «bando»), tinha que jogar sempre! Geralmente na equipa do jogador que mais se evidenciava; caso contrário não havia jogo; mas é que não havia mesmo jogo!
  • Passámos depois para os jogos de bairro contra bairro.
  • Mais tarde, nós próprios fizemos um campo de futebol com as dimensões de um campo de futebol de salão, com balizas de bambu, bandeirolas, árbitros, equipamentos pré-concebidos e com emblemas manufacturados pelas nossas mães, etc, etc..., e fizemos um torneio com várias equipas de 5 jogadores ou 6 cada uma, com taças e medalhas. A competição era «implacável»; jogava-se para Ganhar! (descalços, com o melhor sapato, com sapatilha, tudo servia para o jogo; só queríamos jogar, e jogar e jogar, até que o sol desaparecia por completo.
  • As nossas mães desesperavam!!!! Quer pelo calçado que se rompia, quer pelas horas a que chegávamos a casa e pior, todos sujos da cabeça aos pés.
  • E nós? Só sonhávamos com o próximo jogo; como sair de casa, mesmo de castigo, as janelas de rede mosquiteira eram cortadas cirurgicamente com uma lâmina de barbear já usada! Que risco meus caros, que risco!!!!!!!!!

terça-feira, 11 de março de 2008

sábado, 23 de fevereiro de 2008

Camacho vai consolidando a sua Liderança


O Benfica joga mal, joga feio, defende mal, mas vai ganhando!
As decisões de Camacho indiciam que uma das prioridades é demonstrar claramente que quem manda é ele!
Relembre-se a tristeza de Rui Costa ao ser substituído; os desentendimentos entre Luisão e Katsouranis,em Setúbal, a manifestação de desagrado, quer de Nuno Gomes, quer de Cardoso. José António Camacho pôs cada um «in su sítio»! Quem manda é ele ok? Quem gosta, gosta, quem não gosta põe à borda do prato.Está a cimentar o seu estilo para um Benfica à sua imagem. O resto é conversa!!!!!!!!
Cada «macaco no seu galho», ou se quisermos, "À Chacun sa Place"!!!!!!

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Forum Nacional do Futebol em Santarém - «O GRITO DA ALMA»

Creio que poderemos ter dado mais um passo significativo para a melhoria do nosso futebol.
Com intervenções claras dos Académicos: mestre Albino Maria, Dr José Manuel Meirim, Dr Emanuel Medeiros, brilhantes nas suas exposiçoes de factos e de ideias.
tivemos também a oportunidade de ouvir o tom crítico do Presidente da Associação de Futebol de Leiria, a exposição resposta do membro do governo Dr Laurentino Dias.
No sábado de manhã, o «toque» sensivel e solidário do mestre José Neto que pôs o auditório ao rubro, bem secundado pelo presidente da associação de futebol do Porto Dr Lourenço Pinto, no seu estilo «papal»;Depois uma intervenção apaixonada do professor doutor Pedro Sarmento, presidente da federação de hóquei: simples, apaixonado, solidário, lutador, FANTÁSTICO! obrigado professor!
Após o almoço uma das intervenções mais que esperadas: senhor Luis Felipe Scolari, que dissertou de forma bem simples, (o que é seu apanágio) a temática da liderança ; Um líder sabe e é humilde! Logo CONHECIMENTO E HUMILDADE, características fundamentais de uma liderança que não precisa de ser autoritária.
Na segunda fase o senhor Scolari foi um Ás de Ouros: no seu elemento, pergunta resposta, ganhou de 10 a 0!
Finalmente mais um senhor do futebol mundial: Angel Maria Villar, presidente da real federacion espanhola de futebol; Conhecimento, Força, solidariedade, Classe! Obrigado senhor Angel Villar!
Lá vou eu a caminho de Espanha!
Concluindo, foi o Grito da Alma de um futebol que se quer esclarecido e melhor, onde as bases devem ser o seu suporte!
Venha outra iniciativa que cá estaremos!

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Erros que saiem muito Caros


"Lúcio Rocha de grande promessa no futebol, do Boavista e da selecção sub 16, (geração de Miguel, Simão, Sérgio Leite e Hugo Leal, Caneira entre outros)«meteu-se» na cocaína e cumpre uma pena de prisão de 4 anos e 4 meses; faltam-lhe cumprir apenas 5 meses.
Esperamos que volte ao futebol, passando a mensagem aos mais novos de que o dinheiro é para ser bem utilizado e que as oportunidades são para ser «agarradas com unhas de dentes» !"